Há ritmos que escolhemos e outros que herdamos sem reparar. O calendário enche-se, as respostas tornam-se automáticas e a velocidade começa a parecer uma prova de que estamos a acompanhar a vida.
Mas fazer depressa nem sempre é avançar. Às vezes apenas nos leva para longe do que precisávamos de observar: uma conversa que ficou a meio, um cansaço que pedira pausa, uma decisão tomada sem espaço para dúvida.
Abrandar pode ser uma mudança pequena. Deixar alguns minutos entre tarefas, caminhar sem transformar o percurso numa obrigação ou fazer uma coisa sem preparar já a seguinte.
Um ritmo mais lento pode devolver-te ao lugar onde já estás.
Para refletir
Que parte do teu dia pede menos velocidade?
Levar para a vida.
Leva esta pergunta contigo. Escolhe uma situação concreta do teu dia em que possas voltar a ela, sem exigir uma resposta imediata.
Guardado apenas neste dispositivo, sem registar a tua resposta.
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