Um pensamento pode chegar com a aparência de urgência. Pede análise, resposta e conclusão, mesmo quando ainda não há nada que precise de ser decidido. Segui-lo até ao fim pode deixar pouco espaço para aquilo que também está a acontecer.
Observar não é afastar nem discutir. É reparar no pensamento como se repara num som que atravessa uma sala: está presente, tem uma forma e pode mudar. Durante alguns instantes, não precisas de descobrir se ele está certo.
Esse intervalo não torna a ideia menos importante. Apenas devolve a possibilidade de escolher quando e como lhe dar atenção.
Nem todo o pensamento que aparece precisa de se tornar um caminho.
Para refletir
O que notas quando deixas o pensamento passar sem discutir com ele?
Levar para a vida.
Leva esta pergunta contigo. Escolhe uma situação concreta do teu dia em que possas voltar a ela, sem exigir uma resposta imediata.
Guardado apenas neste dispositivo, sem registar a tua resposta.
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