Por vezes tentamos compreender uma emoção antes de sequer a reconhecermos. Procuramos a causa, justificamos, avaliamos se faz sentido e perguntamo-nos se temos direito a sentir aquilo.
Dar nome pode ser um gesto mais pequeno. “Estou inquieta.” “Há tristeza.” “Estou irritada.” A palavra não precisa de ser perfeita nem de explicar toda a história. Serve apenas para tornar a experiência um pouco mais visível.
Reconhecer não é alimentar nem afastar. É deixar de gastar energia a fingir que não há nada ali, criando condições para decidir o que fazer — ou não fazer — a seguir.
Nomear o que está presente pode ser o começo, não a conclusão.
Para refletir
Que emoção está presente agora, se não precisares de a explicar nem justificar?
Levar para a vida.
Leva esta pergunta contigo. Escolhe uma situação concreta do teu dia em que possas voltar a ela, sem exigir uma resposta imediata.
Guardado apenas neste dispositivo, sem registar a tua resposta.
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