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História contemplativa · Restore

O caminho que não se força

Ao chegar a uma bifurcação, alguém tentou decidir depressa para não perder tempo. Depois sentou-se, ouviu os sons de cada lado e reparou que o corpo já se inclinava ligeiramente para um caminho. A pausa não tinha retirado a escolha. Tinha devolvido a possibilidade de a sentir.

A bifurcação não era nova, mas naquele dia parecia exigir uma resposta imediata. A pessoa comparou vantagens, imaginou arrependimentos e tentou transformar a dúvida num problema que pudesse vencer pela força.

Sentada, começou por ouvir. Um lado tinha mais movimento; o outro parecia menos conhecido. Nenhum som trazia uma garantia. A diferença foi que, sem a pressão de decidir já, o corpo deixou de estar ocupado a defender cada possibilidade.

Levantou-se ainda com alguma incerteza. Levou-a consigo sem a confundir com incapacidade.

Uma pausa não retira a escolha; pode devolvê-la.

Adaptação editorial Restore · sem atribuição histórica.

Para refletir

Que escolha poderia ficar mais clara se lhe desses alguns minutos sem pressão?

Integrar · um gesto possível

Levar para a vida.

Leva esta pergunta contigo. Escolhe uma situação concreta do teu dia em que possas voltar a ela, sem exigir uma resposta imediata.

Guardado apenas neste dispositivo, sem registar a tua resposta.

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