A árvore não sabia ainda distinguir entre proteger-se e permanecer imóvel. Cada rajada parecia uma ameaça às folhas novas, e por isso gastou força a contrariar o movimento em vez de acompanhar o que o vento fazia.
Quando a tarde avançou, algumas folhas soltaram-se. Outras ficaram. O tronco continuou a sustentar-se, não porque tivesse vencido o vento, mas porque deixou de exigir que cada parte permanecesse igual.
Na manhã seguinte, a árvore não estava intacta no sentido de nunca ter mudado. Estava de pé, com espaço para voltar a crescer.
Flexibilidade não é ausência de firmeza; é outra forma de a preservar.
Adaptação editorial Restore · sem atribuição histórica.
Para refletir
Onde poderias ceder um pouco sem perder aquilo que te sustenta?
Levar para a vida.
Leva esta pergunta contigo. Escolhe uma situação concreta do teu dia em que possas voltar a ela, sem exigir uma resposta imediata.
Guardado apenas neste dispositivo, sem registar a tua resposta.
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